Preço justo é o valor que cobre tudo que você gasta pra entregar, paga o seu tempo como trabalho de verdade e ainda deixa uma sobra pra você guardar, investir ou respirar. Simples de dizer, e é onde quase todo mundo escorrega.
Os três jeitos errados mais comuns de chegar num preço são:
O jeito honesto é montar o preço de baixo pra cima, com quatro ingredientes. É o que vem agora.
Qualquer preço justo, de um bolo a um pacote de posts, tem os mesmos quatro ingredientes:
Some os três primeiros pra achar o custo total. Aplique a margem por cima. Embuta a taxa de pagamento. Pronto: esse é o seu preço justo. Cada ingrediente ganha uma seção abaixo.
Esse é o ingrediente que mais gente esquece, e o que mais faz falta. Pra achar o valor da sua hora sem chute, responda três coisas:
Com R$ 2.500 desejados e 100 horas cobráveis, a sua hora começa em R$ 25. Com os 20% de reserva, vai pra cerca de R$ 30. Esse número entra no ingrediente 3 de cada serviço que você calcular.
Um aviso honesto: a maioria trabalha muito mais horas do que consegue faturar. Contar só as horas cobráveis é o que evita você "vender" o seu mês inteiro e mesmo assim faltar dinheiro.
Custo fixo é todo gasto que existe mesmo em mês parado: aluguel, internet, energia da casa ou ateliê, assinaturas de ferramenta, transporte do mês. Ele não aparece em um pedido específico, então some da conta, e some do seu bolso.
O jeito de trazer ele pro preço é ratear: some os custos fixos do mês e divida pelo número de pedidos ou atendimentos que você faz no mês. Se você gasta R$ 600 por mês e faz 30 atendimentos, cada um carrega R$ 20 de custo fixo. Esses R$ 20 entram no ingrediente 2.
Faça essa conta uma vez e reaproveite em todos os cálculos. Na calculadora da ClariValor dá pra guardar seus custos do mês e o valor por pedido entra sozinho.
A margem é o acréscimo por cima do custo total. Ela não é ganância: é o que te permite guardar, comprar equipamento melhor e não depender de trabalhar doente. Referências que funcionam bem pra começar:
Quanto mais único o seu trabalho, mais margem ele aguenta. Comece por 33% e ajuste com o tempo, olhando custos, mercado e a sua experiência.
Se você recebe por maquininha, Pix por app ou link de pagamento, a taxa sai do SEU lucro, a não ser que você embuta ela no preço. E embutir não é somar a taxa por cima: é dividir o preço por "1 menos a taxa". Numa taxa de 4%, um preço de R$ 200 vira R$ 208,33 pra você receber os R$ 200 limpos. A calculadora já faz esse ajuste certo pra você.
Sobre impostos: como MEI ou autônoma, há contribuições e tributos que dependem do seu faturamento e da sua atividade. Os valores deste guia são referência didática pra sua decisão de preço. Pra imposto e contabilidade de verdade, vale conversar com um contador, é barato perto do que evita.
Nem todo trabalho vale o mesmo. Três situações justificam cobrar mais, com honestidade:
Cada ofício tem a sua conta pronta. Veja o exemplo do seu e ajuste pelos seus números:
Você não precisa fazer tudo isso na mão toda vez. A calculadora da ClariValor junta os quatro ingredientes, embute a taxa certa e te mostra três preços: o mínimo (que não dá prejuízo), o justo e o ideal. É grátis, sem cadastro, e roda direto no navegador do celular.
Você preenche a sua realidade, e ela devolve um preço que respeita o seu trabalho. Sem promessa falsa, com direção.
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